Este espaço tem por objetivo compartilhar projetos artísticos com sugestões para serem trabalhadas em todas séries do Ensino Básico.
Arte educação
quinta-feira, 3 de março de 2011
Y Ikatu Xingu- Gisele Bundchen
‘Y Ikatu Xingu – Salve a água boa do Xingu, na língua Kamaiurá
A Campanha Y Ikatu Xingu surgiu em 2004 para atuar na recuperação e proteção das nascentes e cabeceiras do Rio Xingu. Estima-se que já foram desmatados quase seis milhões de hectares de vegetação nativa na Bacia do Rio Xingu em Mato Grosso, o que significa que aproximadamente 33% da cobertura vegetal original já foi suprimida no estado.
www.ykatuxingu.org.br/Um índio - Caetano Veloso
Um Índio
Caetano Veloso
Composição: Caetano VelosoUm índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
(Refrão)
E aquilo que nesse momento se revelará aos povosSurpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
“Um índio”, traz à baila novamente a ideia dum índio idealizado. Desta vez, o herói descerá do céu e surpreenderá a humanidade. Na letra da música, encontramos referência a Peri, personagem de O Guarani, obra de Alencar. As estrofes três e quatro atribuem inúmeras qualidades ao índio, dado que invoca a impavidez do famoso pugilista Muhammed Ali e a infabilidade do lutador/ator chinês Bruce Lee.
Para findar, é importante dizer que a letra de “Um índio” dialoga muito bem com as obras românticas oitocentistas.letras.terra.com.br /www.literaturaemfoco.com
Baby Consuelo - Curumim chama cunhatã que eu vou contar
Cunhatã é uma palavra de origem tupi, que significa moça jovem.
(Dicionário - Houaiss)
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!
Cerâmica Marajoara
quarta-feira, 2 de março de 2011
Pintores indígenas
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Baú de Histórias - um conto Carajá
Um casal carajá teve duas filhas: Imaeró (Imaherô), a mais velha e Denaque (Denakê), a mais nova. Num anoitecer de céu estrelado, Imaeró viu Taina-can (Tahina-can) brilhar tão bela que não se conteve e disse:
- Pai, é tão bonito aquilo! Eu queria possuí-lo!
O pai riu e disse-lhe que Taina-can estava tão longe que ninguém o poderia alcançar. Contudo acrescentou:
- Só se ele, ouvindo-te, quiser vir.
Alta noite, quando todos dormiam, a moça sentiu que alguém estava ao seu lado. Sobressaltada, indagou:
- Quem és e o que queres de mim?
- Eu sou Taina-can, ouvi que me querias e vim. Casa comigo, sim?
Imaeró acordou os pais e acendeu o fogo. Taina-can era um velho, de cabelos brancos e pele enrugada. Vendo-o à luz da fogueira, Imaeró disse:
- Não te quero para meu marido. Eu quero um moço forte e bonito.
Taina-can ficou muito triste e chorou. Então, Denaque, compadeceu-se dele e procurou consolá-lo dizendo:
- Pai, eu me caso com ele!
E, o casamento realizou-se, com grande alegria do velhinho. Depois de casado, Taina-can disse:
- Vou trabalhar para te sustentar, Denaque. Vou fazer um roçado para plantar coisas boas, que carajá ainda não possui nem conhece.
E foi ao rio Araguaia (Berô-can), dirigiu-lhe a palavra e, entrando nele, ficou com as pernas abertas, de maneira que as águas passavam entre elas. Curvado para a corrente, de vez em quando mergulhava as mãos e apanhava as boas sementes que iam jogando rio abaixo. Assim, as águas deram-lhe um punhado de milho cururuca, feixes de raiz de mandioca, e muito mais. Saindo do rio, ele disse a Denaque:
- Vou derrubar mato para fazer roçado. Porém, não venhas me ver no trabalho, fica em casa, cuidando da comida.
Taina-can foi, mas demorou tanto que, preocupada, Denaque resolveu desobedecer às recomendações e foi, de mansinho, procurá-lo. Ah! Que surpresa! Quem estava ali a trabalhar era um belo moço, alto, cheio de força e de vida, que tinha no corpo os enfeites e as pinturas que os carajá ainda hoje usam. Denaque não se conteve, louca de alegria correu a abraçá-lo. Depois, o levou consigo para casa, contente por mostrar aos pais como seu esposo era na verdade. Foi então que Imaeró o desejou também e disse a Taina-can:
- Tu és meu marido, pois vieste para mim e não para Denaque.
Mas Taina-can respondeu-lhe:
- Só em Denaque encontrei bastante bondade, para ter pena do pobre velhinho. Agora não te quero, só Denaque é minha!
Imaeró, de despeito e inveja, soltou um grito, caiu no chão e no lugar dela, viu-se um Urutau, pássaro que ainda hoje dá um grito triste e tão forte que parece ser uma ave muito maior. Foi assim que a nação carajá aprendeu com Taina-can a plantar o milho, o ananás, a mandioca e outras coisas boas que antes não conhecia.
contosdeadormecer.wordpress.comsábado, 26 de fevereiro de 2011
Licocós - Etnia Karajá
2- Conte mitos e lendas do povo Karajá, faça jogos dramáticos em grupos.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Marlui Miranda - Kworo Kango/ Araruna
Marlui Miranda nascimento 12/10/1949
Nascida em Fortaleza e criada em Brasília, mudou para o Rio de Janeiro na década de 70 e estudou violão clássico com professores renomados como Turíbio Santos, Paulo Bellinati e outros. Tocou com Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Jards Macalé, e em 1979 lançou o disco "Olho d'Água". Compôs trilhas para cinema e teatro e atua também como compositora. Suas músicas já foram gravadas por Ney Matogrosso, Sá & Guarabyra e outros. A partir da década de 70 passou a pesquisar e estudar a música dos índios brasileiros, atividade a que se dedicou por diversos anos. Ganhou bolsa de uma instituição nova-iorquina e realizou um projeto de preservação e recriação da música indígena da Amazônia brasileira. Com esse trabalho atuou como consultora de música indígena em filmes e eventos, gravou discos para o Brasil e para o exterior e produziu espetáculos, como a missa indígena criada a partir de músicas de tribos e apresentada na Catedral da Sé, em São Paulo em 1997 com a participação de orquestra jazz sinfônica e coral. Desde 1996 é integrante do grupo Pau Brasil. Em 1998 participou do disco "O Sol de Oslo" com Gilberto Gil, Bugge Wesseltoft, Trikot Gurtu, Rodolfo Stroeter e Toninho Ferragutti.
2 - Cante em grupo com os alunos, faça divisões de vozes, utilize instrumentos de sucata.
Araruna
(Índios Parakanã do Pará - Adaptação e arranjo: Marlui Miranda)
Araruna anarê ê
Araruna anarê
Araruna anarê
in'y keu'y köwaná
Araruna anarê
Araruna barsare nikãre
Araruna mã dare wüsare
Aeore mã waiá
Mã dare wüsare
Aeore mã waiá
Iwadjuwé Araruna
Iwadjuwe Araruna
Araruna mã waiá
iñi keu'y köwaná
Araruna anare
Mã torí yü tutigü
Mã ürsá perkámen pü
mã tori yü tutigü
mã ürsá perkámen pü
mã tori yü tutigü
Araruna anarê ê
Araruna anarê
Araruna anarê
in'y keu'y köwaná
Araruna anarê
(Araruna, arara azul, voa.
Será que essa arara azul é minha?
É minha ou sua?
Araruna canta agora, araruna vamos trabalhar.
Aeore vai, nós vamos trabalhar,
Aeore vai, Araruna, arara azul, voa.
Será que é minha ou sua arara azul?)
Atividade - Grafismo Asurini
2- Mostre a Apresentação em PowerPoint, e peça para identificarem desenhos de outros bichos.

3 – Peça que desenhem seus grafismos em partes do corpo, por exemplo; mãos, pés, corpo, rosto. (pode sugerir também que desenhem partes do seu próprio corpo e de seus amigos.



artedelecionar.blogspot.com/
educacaodeinfancia.com/
Atividade - trançados Baniwa
2 – Proponha trançados de papel colorido, para enfeitar ( por exemplo capa de caderno/foto)

3- Proponha trançados com EVA nas cores usadas pelo povo Baniwa.

4 – Proponha trançados com imagens de revistas.

imagens retiradas dos sites;
symonynhah.blogspot.com
portaldoprofessor.mec.gov.br/
blig.ig.com.br/educacaoartistica/atividades-motoras/
vivenciandoaarte.blogspot.com